Numa pequena vila e estância na costa sul da França, chove, e nada de especial acontece.
A crise sente-se.
Toda a gente deve a toda a gente, carregada de dividas.
Subitamente, um rico turista russo, chega ao foyer do pequeno hotel local. Pede um quarto e coloca uma nota de €100 sobre o balcão, pede uma chave de quarto e sobe ao 3º andar para inspeccionar o quarto que lhe indicaram, na condição de desistir se lhe não agradar.
O dono do hotel pega na nota de €100 e corre ao fornecedor de carne a quem deve €100, o talhante pega no dinheiro e corre ao fornecedor de leitões a pagar €100 que devia há algum tempo, este por sua vez corre ao criador de gado que lhe vendera a carne e este por sua vez corre a entregar os €100 a uma prostituta que lhe cedera serviços a crédito. Esta recebe os €100 e corre ao hotel aquem devia €100 pela utilização casual de quartos à hora para atender clientes.
Neste momento o russo rico desce à recepção e informa o dono do hotel que o quarto proposto não lhe agrada, pretende desistir e pede a devolução dos €100. Recebe o dinheiro e sai.
Não houve neste movimento de dinheiro qualquer lucro ou valor acrescido. Contudo, todos liquidaram as suas dívidas e estes elementos da pequena vila costeira encaram agora optimisticamente o futuro.
Dá que pensar....
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Brian Tracy International
quinta-feira, 14 de maio de 2009
terça-feira, 12 de maio de 2009
Onde realmente o Estado pode ajudar no combate à situação actual
Como já referido em anteriores posts, considero que é através da redução do prazo de pagamento das compras do Estado às empresas que realmente a economia poderia começar a melhorar, pelos efeitos positivos que teria na tesouraria das empresas e potencial redução dos seus compromissos bancários.
De facto, por o Estado português ser o pior pagador da UE, de acordo com relatório da Intrum Justitia (ver noticia em http://www.oje.pt/noticias/economia/estado-portugues-e-o-pior-pagador-da-ue) , tem a grande oportunidade de escolher essa área para prioritizar a sua acção e fazer realmente a diferença para as empresas assegurando a sobrevivência de muitas delas, e evitando o engrossar do número de pessoas que perdem vínculos laborais.
Com uma actuação dirigida aos pagamentos á empresas resolvem-se potencialmente várias questões ao mesmo tempo, mas o que o Governo vê é só linhas de crédito, que só têm um beneficiário, a Banca.
Será isto sinal que o Governo está a fazer mesmo tudo o que pode para ajudar o país a levantar-se e a recuperar ?
Claramente NÃO !
De facto, por o Estado português ser o pior pagador da UE, de acordo com relatório da Intrum Justitia (ver noticia em http://www.oje.pt/noticias/economia/estado-portugues-e-o-pior-pagador-da-ue) , tem a grande oportunidade de escolher essa área para prioritizar a sua acção e fazer realmente a diferença para as empresas assegurando a sobrevivência de muitas delas, e evitando o engrossar do número de pessoas que perdem vínculos laborais.
Com uma actuação dirigida aos pagamentos á empresas resolvem-se potencialmente várias questões ao mesmo tempo, mas o que o Governo vê é só linhas de crédito, que só têm um beneficiário, a Banca.
Será isto sinal que o Governo está a fazer mesmo tudo o que pode para ajudar o país a levantar-se e a recuperar ?
Claramente NÃO !
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